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__Atualmente,
o "racha" ou apostar corridas em vias públicas
é tipificado como crime culposo (aquele que o réu
comete sem intenção) e classificado, no Código
de Trânsito Brasileiro (Lei 9503/97), como infração
gravíssima. Assim, quem promove ou participa de manobras
radicais aliadas à alta velocidade dos veículos
em uma espécie de competição pode receber
sete pontos na carteira de motorista, que pode ser multiplicado
por cinco, e ter que pagar multa de até R$ 2.460,00. Também
pode ter suspenso o direito de dirigir, o carro apreendido, e
ainda estar sujeito à pena de detenção de
seis meses a dois anos.
__É isso que os proprietários
de carros preparados querem fazer ou promover? É claro
que não! Querem segurança! Mas também testar
seus carros contra outros iguais em preparação,
e infelizmente isso ainda acontece nas ruas. Como resolver o problema
então? Como testá-los dentro da lei, ou sem que
algum Tiozinho metido e aparecido queira testar sua nova Audi
contra os Passats, Opalas, Saveiros, Gols e outros que temos rodando
por ai? (o pior é que ele vai comer poeira, e os dois colocarão
suas vidas em risco).
__Não somos adeptos e nem
promovemos este tipo de crime, mas quem gosta de carro forte quer
acelerar, e enquanto essa subcultura não for reconhecida
as cenas se repetirão, policiais correndo atrás
de rachadores ao invés de criminosos de alta periculosidade.
__Temos em São Paulo por exemplo,
o autódromo de Interlagos que é um espaço
público mas que infelizmente por razões burocráticas
“$$$” fica muito difícil utilizá-lo,
e temos lá etapas do campeonato de arrancada, um projeto
antigo para tirar rachadores de rua que acabou virando um esporte
caro.
__Uma das soluções
apontadas, e cansadas de serem discutidas, seria disponibilizar
parte do autódromo para “pegas” amadores, com
carros de rua (aqueles que estariam tirando “rachas”
nas ruas). Pagando por cada “puxada” ou pela noite
toda. E se lotar que façam de segunda à segunda,
não importa! Iríamos ter alinhando Opala versus
Gol, Fusca versus Passat e assim vai... Putz olha lá! Até
o Tiozinho com a sua nova Audi chegou e vai alinhar com um Maverick,
aqui ele é bem vindo!
__Digo mais, o público gosta
dessa “treta” entre carros de rua, porque então
não cobrar a entrada? Em dinheiro, alimento ou um agasalho
em bom estado? Será que vivemos em uma cidade que não
há pessoas necessitadas?
__Quem organizaria um evento desses?
A CUT? A Federação Paulista de Futebol? A Nasa?
NÃO! Existem muitas parcerias entre empresas, mídia
e entidades que poderiam realizar eventos do tipo, com apoio da
prefeitura e sairem todos lucrando. Mas o boato que corre no autódromo
de Interlagos é que algumas categorias de automobilismo
“influentes” não suportam a idéia de
que outro tipo evento traga mais público do que o destinado
à criação da pista.
__A solução citada
acima talvez não seja a mais correta, mas queremos deixar
bem claro que em cinco minutos de bate papo entre amigos nós
conseguimos imaginar soluções que os políticos
e grandes homens responsáveis pela infra-estrutura de transito
de São Paulo nunca pensaram a vida inteira, vai trabalhar
cambada!
__E, para quem curte customizar o
carro incluindo a preparação do motor nosso conselho
é que busque legalizar todos os itens modificados e andar
dentro da lei, para não ser tratado como marginal.
Abraços e até a próxima,
Tércio Granzotto
terciogranzotto@hotmail.com
Claudio Kaiser
cmksr@ig.com.br
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