Aerofólios: Destaque sobre rodas ou destruição de patrimônio?
Reportagem sobre a má utilização de aerofólios por: Adriano de Souza
 
__Quem de vocês leitores do AUTOCUSTOM.com.br já não se deparou com a seguinte frase: “nooooossssaaa que asa horrível”, pois é amigos isso já está se tornando comum em quase todos os bairros de SP, nos deparamos nas avenidas e ruas por verdadeiras “naves” (no pior sentido da palavra entendam) com acessórios pra lá de “chamativos” sem a menor concordância de estilo e para piorar sem a menor segurança para quem vê e principalmente para quem anda no carro.

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Já vimos tantos carros caindo aos pedaços, que com a quantidade de acessórios e sonorização dava para comprar outro carro, ou até mesmo dar um tapa no atual. São acessórios dos mais variados, luzes, alto-falantes caseiros, capas para bancos, e tudo mais o que você encontra em qualquer auto-peças ou casas do gênero.

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Mas o acessório campeão de criticas é a famosa “ASA” ou chamem de aerofólio, bogofólio, prestobarba, chamem do que quiser, mas ela sempre vai estar lá. Pessoas acham que para ter um carro legal, ou que chame atenção é necessário que exista esse artefato na caranga, mesmo sem qualquer preparação.

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Mas nem sempre é assim, muitas vezes vemos carros bem montados e até com uma boa harmonia estética, mas como nem tudo é perfeito ela vai estar lá, pendurada no teto ou até mesmo na tampa traseira, sem a menor culpa ou remorso, muitas vezes destruindo uma parte do carro que não terá recuperação. Por essas ruas já vimos de tudo, 147, Fusca, Gol quadrado, Belina, já vi até em Opala, e pior, de madeira “afff”, chega porque a lista é grande.

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Depois do filme Velozes esses acessórios começaram a aparecer, mas o que muitas pessoas não sabem é que, para chegar naquele projeto ou naquele desenho de modelo toda a carroceria foi passada por testes aerodinâmicos, ou até mesmo em túneis de vento, para o AERO ter a sua funcionalidade, e não somente a estética!

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Lá fora na gringa rapaziada, se você tem o tal do Honda Civic EX ano 1995, você terá um aero que é feito para o ano do carro e para o tipo de carroceria dele, não é só bonito e sim funcional, que é a aerodinâmica, e não pense que isso é barato não, custa uma pacotada de verdinhas.

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Como se diz no dito popular: “toda panela tem a sua tampa”, digamos que no mundo das quatro rodas eu diria que: ”nem todo carro fica bom com aero”, principalmente se ele servir apenas como enfeite.

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Para concluir esta matéria, queremos deixar bem claro que não queremos acabar com o mercado de aerofólios nem denegrir a imagem deste conceituado equipamento, e sim tentar esclarecer para algumas pessoas que o sinônimo de tuning não é aerofólio, muito menos sem qualquer funcionalidade.

Abraços e até a próxima,
Adriano de Souza (a.k.a.) Mindingo!
E-mail: lifestyle4life@hotmail.com
01/04/2006 - Fotos: Google.com.br