Sem culpados
- Publicado em 2 de junho de 2010
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Não é de hoje que alguns “especialistas” em automobilismo esquecem que muita calma, cuidados e detalhes chatos fazem do esporte, seja ele qual for, um circo meio sem graça.
A ultrapassagem e o acidente de Sebastian Vettel sobre Mark Webber foi, de fato, uma forçada do piloto alemão sobre o australiano que lidera o campeonato mundial em posição de honra. Mas quando me vejo no lugar da vítima (ou culpado?) eu talvez tivesse feito a mesma coisa. Afinal, qual o objetivo das corridas de carro? Pra mim é e sempre foi ultrapassar e vencer. Mas de uns tempos pra cá, ser político e entender de contratos parece trazer mais credibilidade ao profissional que sonhou em um dia acelerar por ali, na elite transmitida para o mundo todo.
Vettel é um bom rapaz, mas está bravo por ver seu companheiro mais velho vencer. Ou seja, atua como uma criança chorona ao invés de pilotar e ficar quieto. Já Webber, para quem não se lembra, sempre foi um piloto veloz, desde seus tempos de Minardi. E apesar dos altos e baixos, do susto acidentado sobre uma bicicleta de competição e seu retorno fantástico em um carro bem construído, sua competência nada mudou. Simples assim. O difícil é fazer alguns narradores buscarem informações como estas na memória já ultrapassada.
Mas o fato mais chato e flagrado pelas câmeras durante o GP de Istambul foi ver uma das assessoras de imprensa da RedBull empurrar o microfone de um pobre repórter, que estava ali para tomar uma palavrinha de Vettel. Ofendido, ele tentou entender, mas não foi ouvido. Nem ouviu mais nada. Calou-se, como uma imprensa sem liberdade de justificar seu salário… que coisa!
Assista as “Lembranças de Mark Webber” e sua força desde os tempos de Minardi / Vídeo: Youtube
Rafael Poliszuk
Editorial Automobilismo
MTB 41716
PMS Consulting & Media
Fotos: Mark Thompson / Getty Images / Media RBR.







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