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  • Alonso e Galvão de mãos dadas

    Já foi o tempo em que chorar para ganhar mais um docinho fazia toda a diferença. Mas ainda tem gente que não aceita perder com classe.

    Conheço um amigo empresário que é um desses. A razão, seja como for, tem de pesar mais na balança para seu lado, em qualquer circunstância. E não adianta levantar provas porque ele já tem suas desculpas prontas debaixo da manga. Então, para os fracos, o jeito é baixar a cabeça e para aqueles que não suportam coisas do tipo, o melhor é ficar distante o maior tempo possível.

    Acontece que Reginaldo Leme, Luciano Burti, Mariana e cia. dependem das transmissões para reputação plástica e contratual de suas imagens. Mas trabalhar ao lado de Galvão Bueno não deve ser fácil.

    Reconheço que ele nunca negou um bate-papo comigo nos tempos em que seu filho Cacá ainda corria pela categoria light da Stock Car, ou quando conversamos um tempão pouco antes de acontecer a abertura do SENNA in CONCERT no Pacaembu. Mas ouví-lo nas transmissões de Fórmula 1 é o mesmo que ver Fernando Alonso choramingar quando Lewis Hamilton (o cara que não baixou a cabeça ao dividir o posto de pilotos na Mclaren) chegar à sua frente. E tudo isso porque ele – Hamilton – errou ao ultrapassar o carro de segurança após o forte acidente de Mark Webber, foi punido com uma passagem lenta na linha dos pits e, mesmo assim, chegou em segundo lugar para manter a liderança do mundial.Chega a enjoar as incontáveis babaquices que este espanhol já disse. Lembram-se quando ele apareceu para dizer que a Fórmula 1 deixou de ser esporte? Lembram-se de quando ele era o “sabe-tudo” na polêmica Piquet?

    Pois bem, cansou Fernandinho… cansou Galvão.

    Rafael Poliszuk
    http://rafaelpoliszuk.blogspot.com
    Editorial Automobilismo
    PMS Consulting & Media
    Fotos: Ferrari

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